domingo, 26 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Será o movimento
o imperativo da alma ao corpo,
para evitar a inércia,
que mascara da morte?
Pode ser
que a minha impaciência seja
uma busca constante por vida.
Ganas de movimento.
Ou incapacidade de vislumbrar o fim.
Os fins.
Negligência da inércia.
Será que cairemos
A partir dessa hipótese dicotômica,
Em ações deterministas?
Ou estamos sempre reconstruindo e nos desfazendo.
A todo momento
A cada acerto,
A cada dificuldade,
A cada erro.
Da inércia ao movimento, ao caos, ao movimento e à inércia.
Estrutura? O que há em seu cerne?
Algo acontecendo, sem restrições
A não ser a denominação.
Algo sempre acontece e quando eu morrer
Continuará acontecendo.
Não lamente a inconstância.
O único destino é a fluidez.
E nem se nem a morte a interrompe,
Para que insistir na linha reta?
o imperativo da alma ao corpo,
para evitar a inércia,
que mascara da morte?
Pode ser
que a minha impaciência seja
uma busca constante por vida.
Ganas de movimento.
Ou incapacidade de vislumbrar o fim.
Os fins.
Negligência da inércia.
Será que cairemos
A partir dessa hipótese dicotômica,
Em ações deterministas?
Ou estamos sempre reconstruindo e nos desfazendo.
A todo momento
A cada acerto,
A cada dificuldade,
A cada erro.
Da inércia ao movimento, ao caos, ao movimento e à inércia.
Estrutura? O que há em seu cerne?
Algo acontecendo, sem restrições
A não ser a denominação.
Algo sempre acontece e quando eu morrer
Continuará acontecendo.
Não lamente a inconstância.
O único destino é a fluidez.
E nem se nem a morte a interrompe,
Para que insistir na linha reta?
sábado, 18 de abril de 2015
Nunca levei a sério quem me dizia o quanto é difícil parar de fumar. Sim, sou bem trouxa. Hoje fumei dois cigarros, só porque estava concentrada, trabalhando. Normalmente fumo bem mais. Mas chega aquele momento em que você começa a olhar para os lados, morder o canto da bota, coçar o nariz, se remexer na cadeira, puxar os cabelos, se levanta, alonga e... e... quando vê, já dispersou e ta indo ao encontro da carteira, do isqueiro, "Ai merda, cadê essa porra!!!", vai até o fogão, queima parte da franja e carboniza a ponta do cigarro, mas consegue acender o cigarro e é como sempre dizem os hipócritas que fingem para si mesmos que levam uma vida completamente saudável: "fuma condenada, fuuumaaaa". Dispersa, com a sua fuga simples e eficaz. Mas logo vem ele. Eram os seus sinais, nada românticos...
Aquele pensamento intrusivo vem brutal. Torrencial como chuva tropical e latente como uma punhalada. É como um encosto. Chega sorrateiro para se espraiar na minha realidade e me tolher para o resto do mundo. Vou até o banheiro tonta e com a pressão baixa. Vejo meu reflexo. pouco lamentável lamentável, com duas olheira roxas abaixo dos olhos, espinhas cobrindo os poros, machucados. Por que fico tão refém de um sentimento que é quase um demônio interno? Me arranho para sentir se há vida a pulsar. Já foi bem pior. Antes eram facas, tesouras, estiletes, canivetes, giletes... Sentir arder e latejar.
Aquele pensamento intrusivo vem brutal. Torrencial como chuva tropical e latente como uma punhalada. É como um encosto. Chega sorrateiro para se espraiar na minha realidade e me tolher para o resto do mundo. Vou até o banheiro tonta e com a pressão baixa. Vejo meu reflexo. pouco lamentável lamentável, com duas olheira roxas abaixo dos olhos, espinhas cobrindo os poros, machucados. Por que fico tão refém de um sentimento que é quase um demônio interno? Me arranho para sentir se há vida a pulsar. Já foi bem pior. Antes eram facas, tesouras, estiletes, canivetes, giletes... Sentir arder e latejar.
Pareço legal
Mas já destruí casamento
E hoje, talvez em retorno
Eu tenha medo de amar.
Por que doem tanto as mentiras, a omissão
Se a proposta era ter honestidade.
De que vale incutir essa estrutura podre de relação
Se definimos desde o início que queríamos uma a outra livres.
Tem algo de podre no reino da Dinamarca
Tão distante, frio e imapeável.
Mas é mesquinho, competitivo e definitivamente podre.
Mas já destruí casamento
E hoje, talvez em retorno
Eu tenha medo de amar.
Por que doem tanto as mentiras, a omissão
Se a proposta era ter honestidade.
De que vale incutir essa estrutura podre de relação
Se definimos desde o início que queríamos uma a outra livres.
Tem algo de podre no reino da Dinamarca
Tão distante, frio e imapeável.
Mas é mesquinho, competitivo e definitivamente podre.
domingo, 5 de abril de 2015
"(...) Por que não me olhas, Iocanaan? Teus olhos, que eram terríveis, tão cheios de ódio e escárnio, estão fechados agora. Por que estão fechados? Abre-os! Ergue as pálpebras, Iocanaan! Por que não me olhas? Estás com medo de mim, Iocanaan, e por isso não me olhas? E a tua língua, que era como uma serpente vermelha expelindo veneno, não se move mais, nada diz agora, Iocanaan, aquela víbora vermelha que cuspilhava veneno contra mim? É estranho, não? Como é que a víbora vermelha já não se move?... Consideraste-me ninguém, Iocanaan. Desprezaste-me. Pronunciaste ignóbeis palavras contra mim. Trataste-me como uma meretriz, uma dissoluta, a mim, Salomé, filha de Herodíade, princesa da Judéia! Bem, Iocanaan, eu estou viva; mas tu estás morto e tua cabeça me pertence(...)"
Salomé, Oscar Wilde
Sonhos Premonitórios #1
Caule das rosas substituem minhas veias
Vão se espalhando pelo meu corpo, até subir pela traqueia até a minha boca.
Os espinhos vão se formando e cortando a minha carne por dentro
Sinto-os como em uma lembrança das campanhas da infância, me enfiando no mato correndo
E tendo aquela dolorosa surpresa.
E da boca, cresce um botão
E do botão floresce uma rosa.
Como algo que se conquista por um caminho difícil
Pela dor, pelo aprendizado e o sofrer.
Vão se espalhando pelo meu corpo, até subir pela traqueia até a minha boca.
Os espinhos vão se formando e cortando a minha carne por dentro
Sinto-os como em uma lembrança das campanhas da infância, me enfiando no mato correndo
E tendo aquela dolorosa surpresa.
E da boca, cresce um botão
E do botão floresce uma rosa.
Como algo que se conquista por um caminho difícil
Pela dor, pelo aprendizado e o sofrer.
Passo a noite na sua casa. Noites despertas de conversas longas e ganas de subversão. Toda essa vivência, esse impulso, esse tesão pelas novidades, desvairadas, rasgadas, de expressão da inconformidade. Cara, eu estaria louca por você. Eu estou louca por você. Mas um outro controle se exerce sobre mim, discreto e maldoso. E só me restam as fantasias
Penso em suas mãos pressionando os meus seios
Minha língua acareciando seu corpo.
Sussuros, sopros, gemidos e olhares languidos pelas surpresas da descoberta da intimidade.
A entrega assusta e eu me sinto tão emocionalmente imprevisível.
Aguento aqueles segundos olhando os cantos da parede da pintura descasada, reluzindo na minha pupila dilatada de anfetamina. Beijaria você, te levaria pra cama e nos apresentariamos na intimidade.
O que há comigo?
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